Projeto gera debate sobre oportunidade para jovens macaenses

A proposta de Michel também contempla pessoas com deficiência (PcD) (Foto: Ivana Gravina)

O Professor Michel (Patriota) obteve nesta terça-feira (26), na Câmara de Macaé, a aprovação do Projeto de Lei (PL) 06/2022, que cria o Programa Primeira Chance. Por meio dele, o Executivo deve proporcionar “experiência prática na formação técnico-profissional metódica” aos jovens do município, com vistas ao primeiro emprego. Vários parlamentares debateram o PL.

“Queremos contemplar pessoas de 18 a 20 anos, ou mais, se portadores de necessidades especiais”, defendeu o autor. Luiz Matos (Republicanos) foi o primeiro a apoiar. “Temos visto a economia crescer e as empresas chegarem à cidade. Queremos inserir nossos jovens nesse processo, oferecendo a eles cursos que os capacitem”.

Amaro Luiz (PRTB) lembrou as oportunidades que surgirão com o novo porto. “Hoje, será concedida a licença ambiental para a construção. Haverá chances também com as termelétricas que receberemos”. Segundo ele, agora é preciso fazer diferente de quando a Petrobras se instalou e não empregou macaenses, pois a população não era qualificada para as vagas oferecidas.

Reginaldo do Hospital (Podemos) alertou para as consequências de não se aplicar políticas públicas para os jovens. “Quando não os abraçamos, o mal os abraça”, afirmou, referindo-se à criminalidade. Iza Vicente (Rede) continuou: “Muitas vezes, na primeira vez que procuram emprego, é exigida experiência. Mas como satisfazer esse requisito se eles nunca puderam ter prática?”.

A prioridade à mão-de-obra local foi mencionada por Edson Chiquini (PSD). “Vamos qualificar e dar chances às pessoas da cidade. As que vem de fora, se for possível, acolheremos, mas vamos pensar primeiramente nos macaenses”. Rafael Amorim (PDT) acrescentou que os municípios que investem na juventude têm maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Animais em eventos esportivos

Foi de Rafael o segundo projeto aprovado na sessão. O PL 018/2022 permite ingresso de animais domésticos e cães-guias em locais de eventos esportivos. “Estamos defendendo esse acesso, com regras, para animais limpos e vacinados. Queremos futuramente chegar ao comércio e serviços”. Segundo ele, é questão de saúde pública cuidar dos animais e permitir sua livre circulação. “Os animais são mais numerosos que crianças e adolescentes em Macaé. No Brasil, são um para cada quatro pessoas”.

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