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Vereadores defendem a criação do Pacto Municipal Contra o Feminicídio

Leandra presidiu a mesa composta por mulheres do Judiciário regional e dos Executivos do município e da União (Foto: Ivana Gravina)

Macaé deverá ter um Pacto Municipal contra o Feminicídio, para melhor combater a tragédia social caracterizada por especialistas como um “fenômeno evitável”. A proposta foi feita, na noite desta segunda-feira (21) por Leandra Lopes (PT). Ela presidiu a audiência pública sobre o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, na Câmara dos Vereadores. Com público significativo, para um dia útil após 18h, o evento reuniu representantes do Legislativo, Judiciário e Executivo locais, com participação do Ministério das Mulheres.

“Fica a proposta de apresentarmos, à Presidência desta Casa, como uma lei ou de outra forma adequada, um pacto com diretrizes de ação e articulações estaduais e nacionais, envolvendo os três poderes, e com a cara das nossas mulheres, das periféricas às petroleiras, uma rede de todos protegendo todas”, disse a vereadora. Na abertura, ela lembrou os nomes de sete vítimas da região que tiveram os companheiros como algozes ou suspeitos. “Elas tinham história, família, sonhos e direito à vida”.

Representando a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a advogada Ana Martinez definiu papéis de submissão impostos às mulheres, como a passividade diante do protagonismo agressivo dos homens. “O feminicídio ocorre quando elas rompem com essa passividade, dizendo não ao relacionamento”.

Medidas protetivas

A juíza da 2ª Vara Criminal, Bárbara Aneth, falou sobre as medidas protetivas, mas lamentou que elas não tenham salvo Tuani Nascimento, morta na cidade em agosto. “Fiquei muito abalada, pois o caso passou por mim. Apesar de todos os nossos esforços, para Tuani, foi apenas um pedaço de papel”.

A magistrada foi fortemente questionada por Augusta Marques (nome fictício), moradora da comunidade de outra das recentes vítimas macaenses, Kerolin Lopes. “Na favela, a polícia não entra por causa das leis internas da criminalidade. Kerolin pagou com a vida”.

Bárbara admitiu as dificuldades de proteger mulheres em comunidades dominadas pelo crime. “É difícil fazer algo nessas situações, mas procuro me aproximar, o máximo que consigo, das vítimas de violência e dos agentes da rede de proteção, que têm um contato mais frequente com elas. Não posso me envolver numa causa além do que a Constituição me permite, pois ficaria impedida de julgá-la”.

A defensora pública titular da 1ª Vara Criminal, Ana Clara Cardoso, mostrou um outro lado da situação. “Uma estatística que não temos é quantas mulheres não foram mortas por estar com medida protetiva. Mas sabemos que apenas 13% das vítimas estavam protegidas”. Ela citou um estudo apontando que 90% das mais de 770 mil mortes violentas em 2025 no país foram causadas por homens tentando resolver problemas pessoais. “Precisamos questionar os modelos de masculinidade. Como nossos meninos estão se tornando homens?”.

Vereadores e representantes do Executivo

Dra. Mayara Resende (Republicanos) ressaltou a importância de, hoje, grande parte das mulheres se posicionarem, denunciarem e protegerem umas às outras, combatendo o machismo estrutural. “Mesmo assim, continuamos sendo violentadas e mortas. Ainda em 2026, não é fácil ser mulher”. Amaro Luiz (PV) também participou dos debates do evento, que contou ainda com a vereadora de Carapebus, Ivanete Fernandes (Cidadania).

Mulheres e homens do Executivo municipal também marcaram presença, apresentando políticas públicas e respondendo a perguntas da plateia, como a Coordenadora do Centro Especializado de Atendimento à Mulher, Gabriela dos Santos, a representante da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Jane Roriz, o secretário de Segurança, Tales Borges Júnior, e o de Ordem Pública, César Reis.

Confira a íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=DETz80tDI_k

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Mesa diretora

Competências/Atribuições ( Art. 9 do Regimento Interno)

I – propor Projetos de Resolução que:

a) criem, modifiquem ou extingam cargos, empregos ou funções de seus serviços e fixam os respectivos vencimentos;

b) fixem ou atualizem a remuneração do Prefeito e dos Vereadores, e a verba de representação do Vice-Prefeito e do Presidente da Câmara, obedecido o inciso do Artigo 63, item XVII, da Lei Orgânica do Município;

c) disponham sobre a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos do Orçamento da Câmara, de uma categoria de programação para outra.

II – elaborar a proposta orçamentária da Câmara a ser incluída no orçamento do Município e apresentar ao Plenário com cópia aos Vereadores;
III – solicitar abertura de créditos suplementares ou especiais, quando os recursos forem insuficientes ou não tenham sido previstos no Orçamento da Câmara;
IV – promulgar as resoluções e os decretos legislativos;
V – pode apresentar indicações, emendas, projetos e etc. para discussão e votação pelo plenário da câmara;
VI – autografar os Projetos de Lei aprovados, para serem encaminhados ao Prefeito Municipal;
VII – determinar, no início da Sessão Legislativa anual, o arquivamento das proposições não apreciadas na anterior;
VIII – prestar contas à população do Município dos trabalhos realizados no ano anterior, pela Câmara, através da divulgação resumida dos mesmos, no mês de janeiro de cada ano;
IX – requisitar força policial, quando necessária a preservação da ordem e regular funcionamento dos trabalhos da Câmara.

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Neste período, de acordo com o art. 61 do Regimento Interno (conforme redação dada pelo art. 4 da Resolução n. 2013/2022) ocorre o recesso legislativo e por essa razão não é disponibilizado a frequência dos vereadores.

A Câmara Municipal de Macaé informa que, até o momento, não foram realizados concursos ou processos seletivos recentes. O último concurso ocorreu em 2012. Para acessar informações sobre concursos anteriores, clique no link abaixo e consulte os arquivos correspondentes.