Câmara, governo e ciclistas aprovam novo plano para ciclovias

Participantes também lamentaram vítimas do trânsito (Foto: Tiago Ferreira)

A atualização do Plano de Ciclomobilidade de Macaé foi aprovada por aclamação, na noite desta quinta-feira (2), em audiência pública na Câmara. O evento foi presidido por Luciano Diniz (Cidadania). As ciclovias, com término de ampliação e conexão de rotas previsto para 2024, totalizam 62 quilômetros.

“O plano foi aprovado em 2015, mas não avançou. Queremos unir Câmara, governo e terceiro setor e, com reuniões mensais, ir adequando o projeto e realizando as obras”, disse Luciano. O prefeito Welberth Rezende (Cidadania) participou. “Precisamos de novas rotas e temos deficiências de sinalização”, afirmou, manifestando-se, porém, otimista quanto à conclusão do plano.

A arquiteta da Secretaria de Mobilidade, Lívia Lopes, apresentou o projeto. “Nos baseamos na legislação federal de desenvolvimento urbano que prioriza o transporte sustentável”. Ela diferenciou ciclovias de lazer, das usadas para ir ao trabalho e para prestação de serviços. E descreveu vias em implantação, como a Rota 10, que liga a Rua Teixeira de Gouveia, no Centro, com a Avenida Evaldo Costa, no Sol y Mar.

A importância dessas obras para a segurança fica evidente no número de 979 ciclistas que já utilizam o trajeto diariamente, mesmo sem ciclofaixas definidas. Colega de profissão de Lívia, Alessandra Aguiar, da Secretaria de Obras, expôs o plano de uma via suspensa sobre o espelho d’água no entorno da Lagoa de Imboassica, com mirantes, que será destinada também a pedestres.

Vítimas do trânsito

A participação do público foi grande, levantando, principalmente, problemas de segurança, pela falta de sinalização que defina o lugar dos carros e das bicicletas. Foi o caso de Rômulo Vasconcelos, do grupo Seres Pedalantes. “Há casos de acidentes com trabalhadores e as pessoas estão perdendo a coragem de pedalar”.

Atletas reivindicaram a definição de trechos e horários, de 5h às 7h, por exemplo, para a prática das modalidades de velocidade. O Secretário de Mobilidade Urbana, Jayme Diniz,disse que estava em diálogo com os ciclistas para buscar encaminhar essas demandas.

Aluani Carvalho, recuperando-se de atropelamento sofrido em março, lamentou a demora desse processo. “Estou pagando o preço da imprudência do motorista, mas também da falta de sinalização”. Estiveram ainda presentes Iza Vicente (Rede), Rafael Amorim (PDT) e Reginaldo do Hospital (Podemos), que com Luciano compõem a Frente Parlamentar da Bicicleta.

Por sugestão, de Iza, também solicitante da audiência, os trabalhos se concluíram com um minuto de silêncio em homenagem aos ciclistas vítimas do trânsito no município, especialmente, Thainá Lana Vieira, falecida no dia 1º de janeiro.

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