Na última semana, viralizou nas redes sociais o depoimento da médica Amanda Gil, que foi agredida durante o seu plantão, em uma unidade de saúde. O caso repercutiu durante a sessão da Câmara Municipal de Macaé, nesta quarta-feira (11). Além de manifestarem solidariedade à servidora, os vereadores aprovaram o Requerimento 181/2026, de Rond Macaé (PSDB), que pede um posicionamento da Secretaria de Saúde sobre a viabilidade de contratação de uma empresa de segurança privada.
Segundo o autor, os casos de violência estão ocorrendo com maior frequência e o poder público deve garantir a segurança, tanto dos profissionais quanto dos pacientes. “Desde o meu primeiro mandato, abordo esse tema. Mais uma agressão aconteceu. A médica não foi a primeira e não será a última. Reforço esse pedido em defesa dos que cuidam da vida e dos que precisam de atendimento. Que o contrato possa sair do papel”, frisou Rond.
Presidente da Comissão de Saúde, a Dra. Mayara Rezende (Republicanos) disse que o Legislativo acompanhou de perto o caso. “A Amanda não teve nenhuma ação negligente e foi perfeita no atendimento, na madrugada. Ela conduziu o paciente que teve uma queixa específica e já havia sido totalmente cuidado e medicado, na UPA da Barra. O fluxo natural foi o encaminhamento para o HPM, para fazer os devidos exames. Porém, a mãe não quis aguardar e agrediu a médica, que teve arranhões, mordidas e rosto machucado”.
Mayara ainda citou a atuação ao lado de Rond e informou que o prefeito Welberth Rezende (Cidadania) telefonou para a servidora. “Ela está sendo cuidada e acompanhada, mas peço que o secretário de Saúde dê atenção para isso. Quando fui secretária de Alta e Média Complexidade, iniciei o processo de contratação. No ano passado, apresentei requerimentos para saber sobre o andamento e não tive resposta. A segurança é fundamental.”
Durante o debate, Luciano Diniz (Cidadania) citou casos em outras cidades. “Tivemos conhecimento de uma agressão verbal sofrida pela esposa do governador Cláudio Castro (PL). Não podemos aceitar que diferenças sejam tratadas desta forma”. Já Leandra Lopes (PT) defendeu que a segurança também contemple as unidades escolares. “Nada justifica uma agressão. A gente começa a colocar boas ações em prática quando não normaliza a violência.”
Proteção aos idosos
Ainda na sessão, Liomar Queiroz (Agir) obteve apoio unânime na aprovação do Requerimento 10/2026, que pede ao Executivo um relatório sobre as ações e as atividades voltadas à orientação para idosos contra fraudes e golpes. “Estamos diante de muitas pessoas prejudicadas, principalmente no ambiente digital. O avanço da tecnologia nos serviços bancários, por exemplo, deixa a população da terceira idade mais vulnerável. A prefeitura deve olhar para todos com maior cuidado.