Continua a mobilização parlamentar pelo fim dos feminicídios e outras violências de gênero. Na sessão desta quarta-feira (12), foi aprovado, na Câmara Municipal de Macaé, mais um instrumento com esta finalidade. O Projeto de Lei (PL) 64/2026 prevê que escolas públicas e privadas da cidade promovam, entre os alunos, ações de conscientização e combate à misoginia e à violência contra meninas e mulheres. Os autores do PL são Leandra Lopes (PT) e Luciano Diniz (Cidadania).
As atividades devem acontecer, anualmente, em março, mês do Dia Internacional da Mulher (8). Para Leandra, é fundamental que essa sensibilização aconteça também no ambiente escolar. “O ódio à mulher está enraizado em nossa sociedade. Por isso esse trabalho deve ser ampliado para o máximo de lugares possíveis: escolas, praças, postos de saúde, ruas… Precisamos prevenir o surgimento de novos redpills!”
Amaro Luiz (PV) reforçou a importância da prevenção. “Ninguém nasce bandido, psicopata. As pessoas se moldam em suas vivências”.
Luciano justificou a proposta devido aos recentes feminicídios ocorridos em Macaé. “Pequenas ações podem transformar a realidade em que vivemos”. Ele citou o exemplo de Medellín, na Colômbia, que já foi considerada a cidade mais perigosa do mundo e hoje é uma cidade segura e funcional, que reduziu drasticamente seus índices de criminalidade com intervenções urbanas locais. A mudança se deu após investimentos maciços em transporte público, parques, bibliotecas públicas e projetos culturais em áreas historicamente vulneráveis.
Após a aprovação, o PL 64/2026 segue para avaliação do Executivo. Em caso de veto, a proposta é devolvida para a Câmara, e uma nova votação parlamentar decidirá se ela entra ou não em vigor. Se for sancionada, ela vira lei na data da sua publicação.