O Fórum Macaé Requalificar o Centro trouxe especialistas e debateu soluções para revitalizar a região central da cidade. O evento, que aconteceu nesta quinta-feira (5), no Salão Nobre da Câmara Municipal, foi mais uma oportunidade de fomentar a participação da sociedade. Desde a criação da Frente Parlamentar, vêm sendo realizadas diversas reuniões com diferentes grupos de interesse, incluindo uma audiência pública voltada a todos os cidadãos.
Segundo o presidente da frente parlamentar, o vereador Luciano Diniz (Cidadania), ele e os demais membros – Ricardo Salgado (MDB), Leandra Lopes (PT) e Manu Rezende (MDB) – vêm se desdobrando para encontrar soluções para um problema multifatorial e envolve melhorias na segurança, mobilidade, infraestrutura, habitação, serviços, comércio e planejamento urbano. “A ideia é ouvir a todos e reunir as melhores propostas, capazes de devolver a pujança da região central, sem perder a sua história e identidade”. O chefe do Legislativo, Alan Mansur (Cidadania), também participou do evento.
O diretor do Centro Cultural do Legislativo, Prof. Dr. Meynardo de Carvalho, lembrou que desde 2025 a frente analisa os principais problemas e estuda soluções no Brasil e no mundo que possam ser replicadas ou aperfeiçoadas em Macaé. “Isso inclui ouvir os envolvidos, os interessados em contribuir e ir em busca de especialistas em cada uma das áreas afetadas”.
O presidente do Crea-RJ, Miguel Fernandez, parabenizou a Casa Legislativa por protagonizar o debate. “A Câmara cumpre o seu papel de regular o uso do território e vai além ao frear o abandono da área e buscar o que é melhor para a cidade”. A chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Mariana Previtali, representou o secretário Rodrigo Viana na mesa de abertura.
Projetos e iniciativas para revitalização de centros urbanos
O diretor da Escola de Engenharia da UFF, o Prof. Dr. José Rodrigues de Faria Filho, abriu o primeiro painel falando do desafio de revitalizar e preservar a história local, sem criar novas desigualdades econômicas e sociais. “Mas existem instrumentos que podem ajudar as cidades a enfrentarem a questão. Por exemplo, parcerias e programas institucionais e do governo, que auxiliam com investimentos, obras e ações de estímulo à resiliência ambiental”. Ele apontou outras saídas como a recuperação do uso cotidiano com áreas de convivência, lazer, arborização, acessibilidade e conectividade digital.
Já a coordenadora Estadual de Desenvolvimento Territorial do Sebrae-RJ, Flávia Guedes, disse que é preciso investimentos, qualificação e inovação para o desenvolvimento do comércio. “O Sebrae apoia esse processo, mas geralmente é um trabalho de médio e longo prazo e deve ser feito de forma conjunta com diversas outras frentes”.
O diretor de Operações da Aliança Centro-Rio, Francisco Grelo, relatou experiências que vêm auxiliando no reavivamento da região central da capital carioca. “Atuamos em parceria com o poder público notificando-o diariamente sobre ocorrências e necessidades de intervenções na segurança, manutenção, infraestrutura e diversas outras áreas. Temos agentes de campo e também incentivamos que os comerciantes e síndicos de prédios e condomínios atuem com este propósito”.
O grupo ainda instalou câmeras em diversos pontos comerciais. A ideia é monitorar os horários e épocas de maior circulação de pessoas para municiar os comerciantes, que aderem à iniciativa, em suas ações de vendas.