O Requerimento 191/2026, de Tico Jardim (Cidadania), aprovado pela Câmara de Macaé nesta quarta-feira (18), pede ao Executivo que professores da Serra macaense tenham a gratificação paga para unidades em áreas de difícil acesso. “É muito difícil trabalhar na região. Os ônibus passam com intervalos de 30 e até de 40 minutos. Quem dá aula lá tem que ser reconhecido”.
A consideração como “difícil acesso” dá direito a 20% sobre o salário-base. Segundo o vereador, a Serra tem 11 escolas e apenas em duas os docentes recebem o adicional. Ele diz que é preciso atrair os profissionais. “Na hora que é chamado, o professor pode optar, e ele não vai querer trabalhar no Frade, por exemplo”, argumentou, referindo-se ao distrito que fica a aproximadamente 50 quilômetros de distância do centro urbano de Macaé.
Tico elogiou os docentes que lecionam nesses locais e enfrentam alagamentos, enchentes, estradas não pavimentadas e vias precárias, onde tantas vezes só é possível circular com veículo tracionado, sobretudo quando chove. Presidente da Comissão de Educação, Leandra Lopes (PT) afirma: “A situação piora porque alguns professores aumentam a renda trabalhando em dois, três, quatro escolas, perto uma das outras”. De acordo com ela, na Serra, essa estratégia é impossível.
“Uma saída seria deixar os servidores numa só escola, onde pudessem cumprir uma carga horária compensadora”, disse Leandra. Para ela, dar a gratificação aos servidores demandaria uma nova avaliação sobre as unidades, num trabalho entre as secretarias de Educação, de Segurança e o batalhão da Polícia Militar. “Precisamos disso para garantir a qualidade do ensino em todas as partes da cidade”.