A vereadora Leandra Lopes (PT) obteve a aprovação do Requerimento 287/2026, na sessão da Câmara de Macaé, nesta terça-feira (26). A proposição questiona o Executivo acerca das medidas de prevenção à violência contra os profissionais da Educação. Ela relatou que uma professora a procurou recentemente porque foi agredida por um responsável de aluno.
“Quero pedir a regulamentação da Lei 5.416/2025, de minha autoria, que trata de políticas públicas preventivas. Não há como querer qualidade na escola sem cuidar dos profissionais da educação. Eles estão com a saúde mental cada vez pior’’. A vereadora refere-se às difíceis condições de trabalho dos servidores, tendo que lecionar em várias unidades para atingir uma renda suficiente para manter-se.
Ela mencionou também as dificuldades de lidar com turmas de 25 ou mais alunos, cada um com uma situação diferente, muitas vezes dispersos devido aos impactos tecnológicos. “E além disso, os professores têm que enfrentar a violência no trabalho. Assim, não terão condições de conduzir suas turmas”.
Tico Jardim (Cidadania) apoiou e mencionou um agravante que ocorre no município. “Eu tenho abordado nesta Casa a questão dos professores que saem da região central de Macaé para dar aulas na Serra”. Tico pediu a Leandra, que é presidente da Comissão de Educação, apoio à iniciativa dele, de obter gratificação de difícil acesso para professores de dez escolas, na Região Serrana, que ainda não foram contemplados.
Ressaca e desalojados na Fronteira
Antes da Ordem do Dia, Rond Macaé (PSDB) levantou o caso da ressaca que atingiu o bairro da Fronteira. “Recebi várias ligações de moradores. No sábado (23), estive lá, presenciando o trabalho da Defesa Civil. Foram removidas 68 pessoas”. Ele acrescentou que todas tiveram o apoio da prefeitura.
O presidente Alan Mansur (Cidadania) disse que também esteve no local, com os secretários de Habitação, Serviços Públicos e Infraestrutura. “Essa situação é antiga e os governos anteriores não fizeram nada”. Mansur afirmou que não é possível haver moradias no local, pois em cinco ou dez anos, o mar tomará conta daquela área. “Também não adianta fazer um quebra-mar ali, porque vai empurrar o problema para o Lagomar”.
Luciano Diniz (Cidadania) participou do debate. “Engenheiros e arquitetos da UFRJ fizeram um laudo, traçando um polígono, que uma ou duas vezes por ano vai ser invadido pelas águas”. De acordo com o parlamentar, há mais de 100 processos de suporte aos moradores, pelo Projeto Compra Assistida, do município. “No espaço delimitado pela UFRJ, o caso é de retirada das casas, infelizmente”.