Estão confirmadas quatro audiências públicas que serão realizadas em agosto, no plenário da Câmara Municipal de Macaé. Nesta quarta-feira (12) e quinta-feira (13), e na próxima terça feira (18), acontecem os debates para a revisão do Plano Diretor, às 18h. E na quinta-feira, 27 de agosto, no mesmo horário, será realizada uma audiência pública para discutir ações de combate à violência contra a mulher. Toda a população está convidada a participar e a contribuir com ideias e propostas.
O Plano Diretor tem como objetivo apresentar, discutir e consolidar propostas de planejamento urbano, econômico, social e ambiental da cidade para os próximos 10 anos, isto é, até 2036. As audiências fazem parte de um ciclo de oitivas dos cidadãos para tratar de assuntos como mobilidade, zoneamento e ordenamento urbano, desenvolvimento econômico e social, preservação ambiental e sustentabilidade.
Já a audiência pública para discutir ações de combate à violência contra a mulher foi solicitada pela vereadora Leandra Lopes (PT). O Requerimento 415/2026 foi aprovado na sessão desta terça-feira (11), no Legislativo macaense. Conforme relatou a autora da proposta, a ideia inicial era marcar o Agosto Lilás. Mas diante dos casos recentes de feminicídio e estupro, ocorridos em Macaé, tornou-se um pedido de socorro e cobrança de ações urgentes do poder público, além de conscientização de toda a sociedade.
Leandra frisou que meninas e mulheres estão sob ataque e mencionou o índice de quatro feminicídios por dia no país. Em Macaé, foram dois casos de morte e um estupro em menos de 10 dias. “Toda a sociedade precisa ser reeducada com foco preventivo, pois o machismo é estrutural e cultural. Suas pequenas manifestações cotidianas sustentam os crimes brutais contra meninas e mulheres”.
A parlamentar chamou a atenção para gestos de machismo como criticar a roupa, o comportamento ou a aparência de uma mulher. Ela ainda mencionou o hábito de interromper a fala, diminuir a capacidade, desconsiderar ou descredibilizar alguém por ser mulher. “A prática e a conivência com essas atitudes levam os homens a acreditarem que podem submeter as mulheres a violências físicas, psicológicas e outras”.