Uma manhã de cuidados e orientações com o objetivo de promover a saúde dos servidores do Legislativo. Assim foi o I Seminário Saúde e Cuidados – Esteatose Hepática: sintomas, causas e tratamento, realizado nesta quinta-feira (20), na Câmara Municipal de Macaé.
O evento começou com avaliações médicas individuais, incluindo aferição de pressão arterial e exame de glicemia, entre outros. Na sequência, o endocrinologista Filipe Affonso, servidor da Casa, ministrou uma palestra sobre a doença e respondeu as dúvidas da plateia.
O seminário foi aberto pela subprocuradora, Hérica Almeida, que falou da preocupação com os trabalhadores. “A saúde afeta diretamente o nosso bem-estar e, consequentemente, o desempenho no trabalho. Por isso é tão importante estarmos atentos à prevenção e ao tratamento de doenças”.
Comissão Prata da Casa
Ainda de acordo com Hérica, o tema (esteatose hepática) foi identificado pelos profissionais do setor de Saúde como de interesse dos servidores. “Nos levantamentos internos realizados, foi constatado que muitos têm sintomas, mas desconhecem a doença”. Outros assuntos devem ser abordados em seminários posteriores, a fim de levar esclarecimentos e conscientizar os trabalhadores a terem um estilo de vida mais saudável, além de fazerem exames preventivos periódicos.
O seminário é uma iniciativa da Comissão Prata da Casa de Estudo e Aperfeiçoamento dos Servidores, que vem promovendo a qualificação e a atualização da mão-de-obra do Legislativo. Para isso, se vale dos talentos dos próprios funcionários, conforme a formação e experiência profissional de cada um.
Sobre a doença
O médico Filipe Affonso destacou que a esteatose hepática, ou gordura no fígado, é a principal causa de cirrose na atualidade. “Não é mais o álcool, como acontecia no passado”. O principal motivo da mudança seria o estilo de vida moderno, baseado no alto consumo calórico e na baixa atividade física. “Mas isso não quer dizer que o álcool está liberado. Ele continua sendo perigoso e prejudicial à saúde em qualquer quantidade. Por isso a recomendação é zerar o seu consumo”, alertou o endocrinologista.
Entretanto, Filipe explicou que a maioria das pessoas com esteatose hepática não morrem de cirrose, mas de infarto ou AVC, que as atingem antes, devido à estreita relação da doença com a obesidade, a diabetes, a hipertensão e as doenças cardiovasculares. “No Brasil, mais da metade da população está acima do peso e estima-se que 30% vai desenvolver a doença em formas mais ou menos graves”.
A esteatose hepática ainda pode provocar resistência à insulina, síndrome do ovário policístico (em mulheres), hipogonadismo (baixa testosterona em homens) e outras complicações como câncer de fígado. “A melhor forma de prevenir é alimentar-se de forma saudável e praticar, no mínimo, 150 minutos de atividade física por semana, além de fazer visitas periódicas ao médico e manter em dia os exames de rotina”, recomendou o médico.